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Witzel afirma que não retomará hospitais municipalizados: 'De jeito nenhum'

Gabriel Paiva / Agência O Globo
O prefeito Marcelo Crivella, o presidente do STF, Dias Toffoli, e o governador Wilson Witze

O prefeito Marcelo Crivella, o presidente do STF, Dias Toffoli, e o governador Wilson Witze

RIO — O governador Wilson Witzel afirmou que não vai retomar os hospitais Rocha Faria, Albert Schweitzer e Pedro II, municipalizados nos últimos anos. Essa hipótese foi mencionada pelo prefeito Marcelo Crivella como uma contrapartida para o estado assumir a administração do Sambódromo, hoje com a prefeitura. Os dois participaram do seminário Transparência e Combate à Corrupção, nessa segunda, no Museu do Amanhã, na Zona Portuária.


Após o painel de abertura do evento, ambos saíram sem falar com a imprensa. Crivella chegou a literalmente correr no saguão do museu. Já o governador deu uma resposta curta sobre a negociação de retomada do sambódromo, objetivo anunciado por ele ainda durante o carnaval. Na semana passada, ele afirmou que estava finalizando um documento de comunicação da decisão ao prefeito.


— Darei mais informações em breve — afirmou o governador.


Indagado, então, sobre a condição de retomar os hospitais municipalizados — O Rocha Faria e Albert Schweitzer foram municipalizados há três anos, o Pedro II há nove — , ele foi mais objetivo:


— De jeito nenhum.


Durante o painel, Crivella e Witzel fizeram breves discursos em que louvaram o combate à corrupção, com referências à Lava-Jato e às últimas eleições. O governador afirmou que assumiu um estado "destruído pela corrupção".


— Recebemos o Rio com R$8 bilhões de déficit fiscal, R$17 bilhões de restos a pagar de forma inconsequente e R$150 bilhões de dívidas com a União e bancos internacionais. Mas estamos trabalhando, cortamos 30% de todos os contratos e fizemos várias auditorias — disse Witzel.


O governador ainda prometeu apresentar projeto de "fortalecimento da Controladoria Geral do Estado" no prazo em que se completam 100 dias da gestão. Como já havia anunciado antes, o governador pretende aplicar um teste de integridade no funcionalismo público.


Ele também destacou o fim da Secretaria de Segurança Pública, com o objeto, segundo ele, de acabar com a interferência politica na Polícia Militar.


— Hoje, mais do que a corrupção, o que mais nos atinge é no tráfico de armas e a lavagem de dinheiro do crime organizado. Por isso precisamos de uma polícia preparada e aparelhada, incluindo a polícia judiciária, que precisava de um efetivo de 25 mil, mas só tem 9 mil.


Crivella disse que as últimas eleições "mostraram que o Rio não suporta mais corrupção". Ele afirmou orar a Deus para que não nos transformemos numa sociedade de barbárie e ódio e defendeu uma atenção às empresas acusadas de corrupção.


— Se tivermos que punir os empresários, que não se punam as empresas. Falo como engenheiro. Se não a atividade econômica é paralisada.

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extraonline
https://extra.globo.com/noticias/rio/witzel-afirma-que-nao-retomara-hospitais-municipalizados-de-jeito-nenhum-23548293.html

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