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Religião: Pr. Sandro Reis Rocha Barros

Tivemos o prazer de receber na sala da ASP o Pr. Sandro Reis Rocha Barros, da Igreja Batista do Flamboyant, que quando marcamos para esta entrevista ele prontamente aceitou em esclarecer algumas perguntas sobre sua religião. Ele foi muito amável se colocando a nossa disposição para em outra ocasião responder a mais perguntas, além dessas respondidas.


1- Por que existem tantas denominações cristãs?


R: Um dos princípios resgatados pela Reforma Protestante foi o do “livre exame e interpretação das Sagradas Escrituras”. Antes da Reforma, somente as autoridades eclesiásticas da Igreja Católica tinham o direito de ler e de interpretar a bíblia, mas após a Reforma, houve uma democratização das Escrituras Sagradas e de acordo com a interpretação de alguns líderes religiosos (originariamente padres), foram surgindo algumas denominações diferentes, com doutrinas diferentes, mesmo tendo Jesus Cristo como o centro da religião, por isso são denominadas cristãs.


2- Qual a função da igreja?


R: A igreja, por definição, é um grupo de pessoas convertidas ao evangelho pregado por Jesus, com traços de arrependimento de seus pecados e demonstração de fé na pessoa de Jesus Cristo como sendo o filho de Deus que morreu na cruz para pagar pelos nossos pecados.


(João 3.16) “Porque Deus amou o mundo de tal maneira, que deu seu filho unigênito, para que todo aquele que nele crê, não pereça, mas tenha a vida eterna.”


Então, a igreja é uma comunidade de pessoas salvas por Jesus Cristo, regeneradas pelo Espírito Santo, que buscam o apoio mútuo para o aprendizado das Escrituras Sagradas, se reúnem para oferecer cultos a Deus como expressão de adoração, gratidão e obediência, e ainda, se unem para servir a Deus através do amor e do serviço ao próximo com obras de caridade e evangelização.


3- Por que é importante a frequência à igreja?


R: Primeiramente, quero afirmar com base na bíblia, que a igreja não salva o pecador da sua condenação. O único e suficiente salvador é Jesus Cristo, pois ele mesmo disse: “Eu sou o caminho, a verdade e a vida; ninguém vem ao Pai a não ser por mim”. (João 14.6)


Jesus não disse que era um caminho, ele disse que é o caminho. Depois, nós encontramos o apóstolo Paulo escrevendo que “só há um mediador entre Deus e os homens, Cristo Jesus, o qual a si mesmo se deu em resgate por todos.” (1 Timóteo 2.5,6)


Então, é importante esclarecer que a igreja não tem poder nem para salvar e nem para condenar as pessoas. Porém, a sua importância se encontra no fato de que ela é uma instituição planejada por Deus, criada por Jesus através da escolha de seus apóstolos e consolidada pelo Espírito Santo, na ocasião da primeira festa de Pentecostes após a ressurreição e assunção de Jesus aos céus. Foi naquela festa de pentecostes que se cumpriu a profecia de Joel que dizia que Deus haveria de derramar do seu Espírito sobre todas as pessoas e todo aquele que invocasse o nome do Senhor seria salvo.


O livro de Atos relata o período inicial da igreja cristã e nos ensina a sua importância se justifica na comunhão entre os irmãos, no estudo das doutrinas das Escrituras, nas orações, na assistência social através de obras de caridade e na obra de evangelização de toda a humanidade.


Quero concluir dizendo que a igreja não é o caminho, o caminho é Jesus. Mas ela nos ajuda a permanecer nele.


4) Há profetas na igreja de hoje?


R: Depende do que se entende por “profeta”. É importante separarmos a história em dois grandes momentos: o Antigo e o Novo testamento, antes e depois de Cristo. No Antigo Testamento, a bíblia relata a atuação dos profetas escolhidos por Deus para levar uma mensagem ao povo. No Novo testamento, nós encontramos uma palavra de Jesus que disse: “A Lei e os Profetas vigoraram até João; desde esse tempo vem sendo anunciado o evangelho do reino de Deus.” (Lucas 16.16). Então, com a vinda de Cristo, o maior de todos os profetas, pois ele mesmo era o “verbo vivo”, ou seja, a “Palavra de Deus” em pessoa, não há mais necessidade de profetas, pois Deus foi totalmente revelado em Cristo Jesus. A bíblia registra que “ele é a expressão máxima de Deus pai”. Jesus disse “quem vê a mim, vê ao Pai”.


Contudo, há registros na própria bíblia de pessoas que agiram, por alguns momentos, coo profetas. O Espírito Santo os usou para declarar algo a alguém ou a um grupo de pessoas, como por exemplo, Ágabo. Também nota-se que depois de Cristo, o dom de profecia teria uma conotação de anunciação do evangelho da salvação que já havia sido revelado em Jesus Cristo. Em Atos 19.6 encontra-se um texto que diz que quando os apóstolos impunham as mãos sobre os cristãos, esses profetizavam. Também encontramos o texto: "E nos últimos dias acontecerá diz o Senhor, que do Meu Espírito derramarei sobre toda a carne; e os vossos filhos e vossas filhas profetizarão... e também sobre os Meus servos... e profetizarão." (Atos 2. 17 e 18)


Quanto aos dias de hoje, o profeta é aquele que pronuncia uma “palavra de Deus” com base na bíblia, para que tenha autoridade espiritual, pois só a bíblia tem caráter de revelação inquestionável da vontade de Deus. Pode ser que haja alguém tentando adivinhar coisas com relação aos outros, e até mesmo, dizendo que falam em nome de Deus. Esses são os falsos profetas que a bíblia também relata que haveria de aparecer:


Tenho ouvido o que dizem aqueles profetas, profetizando mentiras em meu nome, dizendo: Sonhei, sonhei. (Jeremias 23.25)


“Porque se levantarão falsos cristos, e falsos profetas, e farão sinais e prodígios, para enganarem, se for possível, até os escolhidos”.( Marcos 13.22)


5) O que é dom de falar em línguas?


R: O Apóstolo Paulo explica que dom é algum tipo de habilidade que O Espírito Santo concede a alguém que se converteu a Jesus. Em sua primeira carta aos Coríntios, no capítulo 12, Paulo relata alguns dons e fala sobre o dom de variedade de línguas (no grego, grossolalia). Paulo também diz que esse dom é o menos importante de todos, pois o exercício dele não traz edificação à igreja, mas somente àquele que fala.


Outro fator importante é que se é um dom, o falar em línguas não é dado a todos, alguns podem receber e outros não. O próprio Paulo diz que preferia falar cinco palavras que o outros entendessem do que falar dez mil palavras que ficassem sem ser entendidas. (1 Coríntios 14.19).


Também é importante dizer que na cidade de Corinto, para quem Paulo escreveu, já era costume falar em “Línguas estranhas” no templo da deusa Afrodite, antes mesmo do derramamento do Espírito Santo. Então, conclui-se que o falar em “línguas estranhas” também pode ocorrer numa pessoa sem que seja uma obra do Espírito Santo. E se não vem de Deus, vem de quem?


Creio que há muitas pessoas falando em “línguas estranhas”, mas que não passade um mecanismo psíquico que é acionado em alguns momentos em que se busca, e também penso que há casos em que a “língua estranha” provém de espíritos malignos. Portanto, concluo que o falar em “língua estranha” é algo que nem sempre, nasce de um dom espiritual, e que por isso deve ser questionado e avaliado.


6) Qual a importância da oração e do jejum?


A oração é o ato de nos ligarmos a Deus por palavras ou por pensamentos. É através da oração que manifestamos a Deus nossos desejos e agradecimentos, bem como nossos questionamentos e dúvidas. Oração é um momento de íntima comunhão e conversa com Deus. Já o jejum, é um ato de abstinência de algum tipo de desejo ou carência do físico, que tem por objetivo usar os sinais fisiológicos que acusam alguma necessidade do corpo, para nos lembrar de buscarmos a Deus e voltarmos o nosso pensamento para uma necessidade do nosso espírito. O jejum bíblico não deve ser praticado como um sacrifício, mas como uma atitude que denota a prioridade que há do espírito sobre o corpo na vida daquele o pratica. Não deve ser usado como moeda de troca com Deus, por exemplo: uma pessoa faz jejum para receber uma bênção. Após o sacrifício de Jesus na cruz, não há mais necessidade de sacrifícios materiais humanos, mas Deus deseja receber são sacrifícios espirituais que sejam através de Jesus (1 Pedro 2.5).


7) Quando foi feita a primeira tradução da bíblia no Brasil e por quem?


A bíblia foi traduzida para a língua portuguesa em etapas diferentes. A tradução feita por João Ferreira de Almeida é considerada um marco na história da Bíblia em português porque foi a primeira tradução do Novo Testamento a partir das línguas originais, em 1676. Porém, antes disso, alguns reis de Portugal tiveram a iniciativa de mandar traduzir partes da bíblia.


A primeira tradução realizada no Brasil foi feita pelo bispo Joaquim de Nossa Senhora de Nazaré. Era um Novo Testamento traduzido a partir da Vulgata. No prefácio, havia acusações contra os protestantes, chamando suas versões da Bíblia de "falsificadas". Foi publicada em São Luís, no Maranhão, em 1847, sendo impressa em Portugal em 1875.


 


8) Qual foi a primeira igreja evangélica fundada no mundo?


Esse termo “igreja evangélica” é uma derivação do termo original “igreja protestante”, que diz respeito às igrejas que nasceram com a Reforma Protestante no século XVI, quando seguidores de Martinho Lutero fundaram igrejas protestantes na Alemanha e Escandinávia. As igrejas reformadas (ou presbiterianas) na Suíça e França foram fundadas por João Calvino e também por reformadores como Ulrico Zuínglio. Thomas Cranmer reformou a Igreja da Inglaterra e depois John Knox fundou uma comunhão calvinista na Igreja da Escócia. Hoje, muitas igrejas cristãs que não são católicas, são chamadas de evangélicas, mas somente algumas como a Luterana, a Anglicana, a Presbiteriana, a Batista, etc. são consideradas as histórias, com sua raízes na reforma Protestante.


Pr. Sandro Reis Rocha Barros, MSc. Pastor da Igreja Batista do Flamboyant - membro da Ordem dos Pastores Batistas do Brasil. (Professor do Instituto Federal Fluminense, Engenheiro, Mestre em Ciências de Engenharia, Bacharel em Teologia e mestrando em Ciências das Religiões).

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